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Jornal da Globo Alckmin diz que 'quem ganhar subirá a rampa em dia de chuva com lata d'água na cabeça'
16/09/2018

O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, afirmou na noite desta terça-feira (18) em entrevista ao Jornal da Globo que o próximo presidente tomará posse "em dia de chuva com lata d’água na cabeça" e que "todos os partidos estão fragilizados". "Todos, inclusive o meu."

"Eu fico preocupado de ver o Brasil ir para os extremos, eu acho que isso pode ser muito ruim para o país. Ninguém está convidando ninguém para um banquete. Quem ganhar a eleição é subir a rampa [do Palácio do Planalto, para tomar posse] em dia de chuva com lata d’água na cabeça. Não é fácil", afirmou.

Alckmin é o segundo entrevistado da série que o Jornal da Globo fará nesta semana com os candidatos à Presidência mais bem colocados na última pesquisa Datafolha, divulgada na última sexta-feira (14). A apresentadora Renata Lo Prete também entrevistará Fernando Haddad (PT) e Marina Silva (Rede) – Ciro Gomes (PDT) foi entrevistado na segunda-feira (17). O candidato do PSL, Jair Bolsonaro, permanece internado se recuperando do atentado que sofreu em 6 de setembro e não será entrevistado neste momento.

Ele também falou que é a favor de uma idade mínima na reforma da Previdência e um tempo mínimo de contribuição para ter direito ao benefício. Questionado sobre qual seria a idade mínima, Alckmin falou que sua proposta será para combater privilégios. A jornalista insistiu na pergunta: "eu queria não me estender demais nesse assunto, mas tentar ainda uma vez ouvir do senhor: idade mínima para aposentadoria". Ao que ele respondeu: "idade mínima nós vamos definir nesse debate" (leia mais abaixo).

 

Coligação x reforma política

 

O candidato foi questionado sobre sua proposta de reforma política, de reduzir o número de partidos no Congresso, e se não é uma contradição buscar um grande número de partidos para formar uma aliança para se eleger e, uma vez na Presidência, pedir para estes partidos votar em uma reforma que vai reduzi-los. "Nós fizemos uma coligação para mudar o Brasil, porque você não vai mudar isolado, então a coligação que eu fiz é olhando para o futuro."

Alckmin é o candidato à Presidência com a maior coligação de partidos: PSDB, PP, PTB, PSD, SD, PRB, DEM, PPS e PR (nove siglas). A ampla aliança garantiu a Alckmin o maior tempo de propaganda na televisão.

Lo Prete questionou Alckmin sobre lideranças de partidos de sua coligação que passaram a apoiar outros candidatos. "Quando o senhor se aliou a essas siglas, várias delas implicadas no 'petrolão' e em outros escândalos, o senhor disse que não estava assinando só por causa do tempo de TV, mas porque o senhor queria um apoio político sólido e lá na frente governabilidade. Olhando essa sua situação de agora, e o movimento que esses políticos estão fazendo, o senhor acha que valeu a pena?"

Alckmin respondeu: "A nossa aliança, a minha aliança, todo mundo quis fazer". A jornalista insistiu: "Eu não estou lhe dizendo que outros não quiseram fazer. Eu estou lhe perguntando se, à luz de hoje, valeu a pena". Alckmin disse: "Valeu. Porque eu quero ganhar a eleição e governar bem. Eu não quero é mentira. Quem disse que vai mudar o Brasil e não tiver aliança, isso é conversa fiada. É mentira. Eu quero ganhar e fazer um grande governo".

 

Rejeição em SP e estagnação nas pesquisas

 

Ele então foi perguntado sobre o seu desempenho atual nas pesquisas em São Paulo, após bons resultados do PSDB e partidos coligados nas últimas eleições: "O senhor não lidera no seu próprio estado, e um em cada cinco eleitores de São Paulo manifesta a intenção de votar no senhor. Isso não é um indicativo claro de rejeição ao senhor, ao seu governo e ao seu partido? Não é um indicativo claro?", questionou Lo Prete.

Alckmin respondeu: "Primeiro em relação aos partidos: todos os partidos estão fragilizados. Todos, inclusive o meu. Eu reconheço, todos estão fragilizados. Em termos de rejeição, eu tenho das menores rejeições. A gente fica muito impactado com pesquisa eleitoral, mas as últimas eleições todas mostram que a decisão do voto ela é cada vez mais perto do dia da eleição. A pesquisa de quatro dias antes da eleição é uma, de três dias antes é outra, de dois... E no dia, no dia às vezes muda nove por cento".

 

Fonte: g1
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